Baía Formosa
“A Baía das Albacoras”
Um movimentado porto de embarcações deu origem ao núcleo
organizado de pescadores localizado na única baía do Rio Grande do Norte. A
localidade servia também como área de veraneio, em meados dos séculos XVIII,
logo após o corte do pau-brasil, para família Albuquerque Maranhão e
fazendeiros das redondezas.
Em 1877
aconteceu absurdo ato de barbárie, que ficou conhecido na história como a
matança de agosto, quando o senhor do Engenho Estrela, João Albuquerque
Maranhão Cunhaú, latifundiário poderoso, dizendo-se dono da área, partiu para o
novo vilarejo comandando um grupo armado de jagunços, disposto a expulsar os
moradores da localidade. Foi ai que surgiu a figura corajosa de Francisco
Magalhães que, ao lado de mais resistir aos agressores. Travou-se uma luta
terrível, com um saldo de 6 pessoas mortas. O mandante da chacina foi preso e
levado a julgamento no ano de 1878, em Canguaretama, onde foi absolvido.
A vocação
histórica de resistência permaneceu naquela comunidade construída a partir do
trabalho árduo. Assim, o núcleo de pescadores tornou-se distrito do município
de Canguaretama em novembro de 1892. Era também a época de construção da Capela
de Nossa Senhora da Conceição.
O povoado
continuou crescendo, tendo como principais recursos de suporte econômico, as
lavouras de cereais e a pesca de albacoras, peixe do mar abundante nas
proximidades e capturado na famosa técnica do corso.
Já com porte
de cidade, o povoado foi desmembrado de Canguaretama e tornou-se município em
31 de Dezembro de 1958, através da Lei N° 2.338, sancionada pelo então
Governador do Estado, Dinarte de Medeiros Mariz, recebendo o nome de Baía
Formosa, por estar situada na bela enseada que forma a baía.
Baía Formosa
está a 90 quilômetros de distancia da capital, localizada na Região Litoral
Agreste do Estado, tendo uma área de 256 quilômetros quadrados de extensão,
onde moram 8.263 pessoas, sendo 6.689 na zona urbana e 1.574 no setor rural.
Baía Formosa limita-se com Canguaretama, o Oceano Atlântico e o Estado da Paraíba.
O município
continua seguindo sua vocação histórica na atividade econômica, com destaque
para a agricultura, com grande produção de coco; e para a pesca. Em Baía
Formosa ocorrem incidências minerais de Ilmenita e Diatomito. O artesanato é voltado
para sua localização, tipicamente praiano, com a confecção de redes de fio e
rendas de bilros.
O turismo
local tem como principal atrativo seu litoral, onde se destacam: as Praias de
Sagi, do Farol, Pérolas, Barreirinhas, do Porto, da Cotia, Bocapaú e Baía
Formosa; a maior reserva de mata atlântica sobre dunas do Estado, a Mata
Estrela; Lagoa da Coca-Cola; falésias e dunas; e Lagoa Araraquara. Baía Formosa
também oferece ao visitante os seus visuais belíssimos e o passeio de Buggy.
As
principais festividades do município são o São Pedro, dia 29 de junho; o
campeonato de surf; e a festa da padroeira, Nossa Senhora da Conceição, no dia
8 de dezembro.
(Fonte:
Terras Potiguares/Marcus Cesár Cavalcanti de Morais)






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