4 de maio de 2013

Terras Potiguares: Assu



Assu

“A Vila Nova da Princesa”

Grupos indígenas pertencentes a nação dos Janduís já habitavam a terra fértil e rica em lavouras, nos idos de 1650. O homem branco, nessa época, também já marcava presença na tentativa de explorar os potenciais da região, principalmente com a criação de gado, gerando conflitos de interesses com os índios. Enquanto os brancos avançavam na criação bovina, os Janduís consideravam legitima a caça ao gado. Essas divergências deram inicio a Guerra dos Bárbaros com grandes combates entre brancos e índios.   
Somente com o fim dos combates, a pecuária conseguiu retomar seu crescimento e, desenvolvendo-se rapidamente, logo se tornou importante atividade econômica da região. Nesse tempo, as oficinas de carne seca (áreas para o preparo da carne-de-sol) e a indústria de extração de cera de carnaúba representavam a base da economia do Vale.
Em 1996, com a presença do Governador da Capitania do Estado, Bernardo Vieira de Melo, foi criado o Arraial de Nossa Senhora dos Prazeres. Era o inicio da existência de um dos mais antigos municípios do Rio Grande do Norte, e da maior cidade do Vale do Açu. Bernardo Vieira instalou-se com seus soldados e permaneceu por vários meses no novo arraial.
O município foi criado por Ordem Régia de D.José I, Rei de Portugal, no dia 22 de julho de 1766 com o nome de Vila Nova da Princesa, numa homenagem a princesa Dona Carlota Joaquina. Mas, somente veio a ser instalado no dia 11 de agosto de 1788. No ano de 1845, recebeu o titulo de cidade e passou a se chamar Açu. O nome Açu, mantido até os dias atuais, significa Aldeia Grande ou Coisa Grande – uma área de agrupamento de índios guerreiros da região. Originalmente, o nome Açu é escrito desta forma, com cedilha, porém, atualmente a grafia correta é Assu, por força de lei do município. Assu é uma das primeiras cédulas da formação municipalista do Rio Grande do Norte.
Assu está localizado na região do Vale do Açu, distante 207 quilômetros da capital, limitando-se com os municípios de Carnaubais, Paraú, São Rafael, Alto do Rodrigues, Ipanguaçu, Jucurutu, Afonso Bezerra, Mossoró, Serra do Mel e Upanema. O município conta com uma área de  1.269 quilômetros quadrados de extensão, o município de Assu tem uma população de 51.092 habitantes, dos quais 36.931 estão no setor urbano e 14.161 vivem na zona rural.
O município destaca-se por sua capacidade produtiva e pela beleza de seus vales cortados pelo Rio Açu. Sua economia é baseada em uma forte indústria cerâmica; na agricultura, com destaque para as frutas tropicais; pecuária; avicultura; cera da carnaúba; e na extração de petróleo, gás natural e argila comum. Assu conta ainda com ocorrências minerais de Calcário e Gipsita. A contribuição do artesanato do município vem dos produtos confeccionados com a palha da carnaúba, como chapéus, esteiras e bolsas; e de utensílios feitos com argila, como jarras, panelas, alguidares e potes. A cidade é bem servida de recursos hídricos já que conta com a Barragem armando Ribeiro Gonçalves com capacidade para 2 bilhões e 400 milhões de metros cúbicos d'água, e mais a Lagoa do Piató, com capacidade para 96 milhões de metros cúbicos, e o açude Mendubim, com capacidade para mais de 76 milhões de metros cúbicos d'água.
O eco-turismo é forte em Assu e oferece aos visitantes os seguintes atrativos: Gruta dos Pingos, Olho D'água do Mato, Delta do Rio Açu, as palmeiras e os carnaubais, a Lagoa do Piató com seus 15 quilômetros de perímetro e a gigantesca Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, a maior reserva hídrica superficial do Nordeste.
No turismo cultural, o município também tem o que oferecer: visita ao Marco do Século 1800/1900, ao casario no centro da Cidade, ao Anfiteatro Arcelino Costa Leitão a ás olarias.
A cidade, que tem um núcleo avançado da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, e é conhecida como terra dos poetas, é festiva durante o ano todo: no mês de fevereiro tem o Assuverão e o carnaval; em junho acontece a grande festa de São João Batista que também é o Padroeiro do município; outubro, aniversario de emancipação politica e ainda o carnaval fora de época, Assufolia.

(Fonte: Terras Potiguares/ Marcus César Cavalcanti de Morais)













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