Assu
“A Vila Nova da Princesa”
Grupos indígenas pertencentes a nação dos Janduís já
habitavam a terra fértil e rica em lavouras, nos idos de 1650. O homem branco,
nessa época, também já marcava presença na tentativa de explorar os potenciais
da região, principalmente com a criação de gado, gerando conflitos de interesses
com os índios. Enquanto os brancos avançavam na criação bovina, os Janduís
consideravam legitima a caça ao gado. Essas divergências deram inicio a Guerra
dos Bárbaros com grandes combates entre brancos e índios.
Somente com
o fim dos combates, a pecuária conseguiu retomar seu crescimento e,
desenvolvendo-se rapidamente, logo se tornou importante atividade econômica da
região. Nesse tempo, as oficinas de carne seca (áreas para o preparo da
carne-de-sol) e a indústria de extração de cera de carnaúba representavam a
base da economia do Vale.
Em 1996, com
a presença do Governador da Capitania do Estado, Bernardo Vieira de Melo, foi
criado o Arraial de Nossa Senhora dos Prazeres. Era o inicio da existência de
um dos mais antigos municípios do Rio Grande do Norte, e da maior cidade do
Vale do Açu. Bernardo Vieira instalou-se com seus soldados e permaneceu por
vários meses no novo arraial.
O município
foi criado por Ordem Régia de D.José I, Rei de Portugal, no dia 22 de julho de
1766 com o nome de Vila Nova da Princesa, numa homenagem a princesa Dona
Carlota Joaquina. Mas, somente veio a ser instalado no dia 11 de agosto de
1788. No ano de 1845, recebeu o titulo de cidade e passou a se chamar Açu. O
nome Açu, mantido até os dias atuais, significa Aldeia Grande ou Coisa Grande –
uma área de agrupamento de índios guerreiros da região. Originalmente, o nome
Açu é escrito desta forma, com cedilha, porém, atualmente a grafia correta é
Assu, por força de lei do município. Assu é uma das primeiras cédulas da formação
municipalista do Rio Grande do Norte.
Assu está
localizado na região do Vale do Açu, distante 207 quilômetros da capital,
limitando-se com os municípios de Carnaubais, Paraú, São Rafael, Alto do
Rodrigues, Ipanguaçu, Jucurutu, Afonso Bezerra, Mossoró, Serra do Mel e
Upanema. O município conta com uma área de
1.269 quilômetros quadrados de extensão, o município de Assu tem uma
população de 51.092 habitantes, dos quais 36.931 estão no setor urbano e 14.161
vivem na zona rural.
O município
destaca-se por sua capacidade produtiva e pela beleza de seus vales cortados
pelo Rio Açu. Sua economia é baseada em uma forte indústria cerâmica; na
agricultura, com destaque para as frutas tropicais; pecuária; avicultura; cera
da carnaúba; e na extração de petróleo, gás natural e argila comum. Assu conta
ainda com ocorrências minerais de Calcário e Gipsita. A contribuição do
artesanato do município vem dos produtos confeccionados com a palha da
carnaúba, como chapéus, esteiras e bolsas; e de utensílios feitos com argila, como
jarras, panelas, alguidares e potes. A cidade é bem servida de recursos
hídricos já que conta com a Barragem armando Ribeiro Gonçalves com capacidade
para 2 bilhões e 400 milhões de metros cúbicos d'água, e mais a Lagoa do Piató,
com capacidade para 96 milhões de metros cúbicos, e o açude Mendubim, com
capacidade para mais de 76 milhões de metros cúbicos d'água.
O
eco-turismo é forte em Assu e oferece aos visitantes os seguintes atrativos:
Gruta dos Pingos, Olho D'água do Mato, Delta do Rio Açu, as palmeiras e os
carnaubais, a Lagoa do Piató com seus 15 quilômetros de perímetro e a
gigantesca Barragem Armando Ribeiro Gonçalves, a maior reserva hídrica
superficial do Nordeste.
No turismo
cultural, o município também tem o que oferecer: visita ao Marco do Século
1800/1900, ao casario no centro da Cidade, ao Anfiteatro Arcelino Costa Leitão
a ás olarias.
A cidade,
que tem um núcleo avançado da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, e
é conhecida como terra dos poetas, é festiva durante o ano todo: no mês de
fevereiro tem o Assuverão e o carnaval; em junho acontece a grande festa de São
João Batista que também é o Padroeiro do município; outubro, aniversario de
emancipação politica e ainda o carnaval fora de época, Assufolia.
(Fonte: Terras Potiguares/ Marcus
César Cavalcanti de Morais)





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