11 de maio de 2013

Terras Potiguares: Baraúna



Baraúna

“O rancho do sabiá”

Os tropeiros, viajantes de burro que faziam costumeiramente a travessia entre Mossoró e Russas no Ceará, batizaram a localidade com o nome de Rancho Sabiá. No ano de 1935, o Rancho do Sabiá ganhou o primeiro poço artesiano da localidade, feito pela prefeitura de Mossoró, localizado nos dias atuais no centro da cidade. Foi nessa época que passou a se chamar de Baraúna, nome originário da palavra indígena ibirá-una, que quer dizer madeira preta. Nas proximidades do poço artesiano foram erguidas casas, escolas e uma capela. Era o inicio definitivo do povoado.
Com o desenvolvimento da indústria madeireira, importante vocação produtiva da época, e com o crescimento da atividade agrícola e pecuária, começou a surgir a consolidação de uma base econômica sentida a partir de 1940. Devido ao desenvolvimento das atividades agrícolas e pecuárias, a economia local conseguiu resistir ao declínio da febre da indústria madeireira.
Baraúna foi desmembrada de Mossoró, passando a ser município no dia 15 de dezembro de 1981, através da lei n° 5.107, sancionada pelo então Governador de Estado Dr. Lavoisier Maia Sobrinho.
O município esta situado na região do Médio Oeste, distante 317 quilômetros da capital, contando com uma área de 826 quilômetros quadrados de extensão e uma população de 21.470 habitantes, sendo que 13.851 vivem na zona urbana e 7.619 no setor rural. Baraúna limita-se com Governador Dix-sept Rosado, Mossoró, e o estado do Ceará.
A economia local é baseada na produção de frutas tropicais, agricultura de subsistência, avicultura, produção de mel de abelha, algodão herbáceo, carvão vegetal e extração de calcário. O artesanato da cidade é representado pelos produtos feitos com palha da carnaubeira, com a fibra do sisal e com o barro.
Suas marcas históricas são também atrações turísticas que podem ser vistas nas inscrições rupestres ( desenhos e gráficos antigos feitos em pedras) presentes na Furna de Geroime, nas proximidades da Fazenda Maisa; na Furna da onça, localizada no Sitio Lajedo do Pacheco; na Toca da Escada, no Sitio Olho D'água da Escada, no Serrote dos Porcos e na Serra Dantas de Dentro.
Em diferentes épocas do ano, o município manifesta-se através de seu folclore: em maio tem o pastoril; em junho, as festas juninas com violeiros e Martelos Agalopados; e em meses variados tem o Bumba-meu-boi.
As comemorações da festa da Padroeira, Nossa Senhora das Graças, ocorrem todos os anos no dia 23 de outubro, quando reúne o seu povo pela fé.
(Fonte: Terras Potiguares/ Marcus César Cavalcanti de Morais)





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