Angicos
“Árvore frondosa”
A tradição diz que os índios da tribo Pataxós foram os
primeiros habitantes da localidade, mas não existe prova dessa afirmação, a não
ser o nome de um rio, o Patachoca.
A verdade, que pode ser comprovada, é que um desbravador chamado
Antônio Lopes Viegas, descendente da família Dias Machado, fundou a povoação,
tendo como ponto de partida o Sitio dos Angicos. O nome Angicos pertence a uma
frondosa árvore existente, em boa quantidade, na região.
Com a prosperidade obtida em seu trabalho, Antônio Viegas
conseguiu, no ano de 1760, comprar o Sitio dos Angicos. Seu Antônio veio a
falecer, em 1805, na condição de maior proprietário da localidade, fundador do
povoado, e responsável pela construção da Capela de São José.
Em 11 de abril de 1833, o próspero povoado de Angicos tornou-se
município desmembrando-se de Assu. Essa situação durou pouco, já que dois anos
depois, a emancipação foi suprimida e a localidade reincorporada a Assu, pela
Lei Provincial nº 26. Angicos reconquistou sua autonomia, em 13 de outubro de
1836, pela Resolução Provincial nº 9, quando foi desmembrado pela segunda vez.
Porém, onze anos depois, sua sede foi transferida para a povoação de Macau (que
lhe pertencia na época ) no dia 2 de outubro de 1847 e mais uma vez Angicos
perde sua autonomia. Finalmente, no dia 27 de junho de 1850, Angicos foi,
definitivamente, desmembrado de Macau e alçado, pela terceira vez, à condição
de município. Muito tempo depois, em 24 de outubro de 1936, veio a receber
foros de cidade.
Localizado na Região Central do Estado, o município de
Angicos está a 170 quilômetros de distância da capital, tendo uma área de 742
quilômetros quadrados de extensão, onde residem 11.583 pessoas, sendo 9.362 no
setor urbano, e 2.221 na zona rural. Angicos limita-se com Afonso Bezerra,
Santana do Matos, Pedro Avelino, Lajes, Ipanguaçu e Itajá.
A economia local segue a vocação histórica e se baseia na
produção agrícola, na avicultura e na pecuária. No município ocorrem
incidências minerais de Rocha Ornamental e Dimensionada. O artesanato do
município apresenta trabalhos de confecções de esteiras, chapéus de palha,
jarros de cerâmica e talhas em madeira.
O abastecimento d’água é feito através da Adutora Sertão
Central Cabugi, com captação feita na Barragem Armando Ribeiro Gonçalves. O
Munícipio conta ainda com os açudes Boqueirão de Angicos, com capacidade para
quase vinte milhões de metros cúbicos d’água; e o Novo Angicos, com capacidade
para mais de cinco milhões de metros cúbicos d’água.
O turismo conta com a Serra do Pico do Cabugi, com 590
metros de altitude; o monumento comemorativo pela passagem do século XIX para o
XX; e o famoso Banho de Gangorra. No aspecto cultural, o turismo oferece
visitas às históricas fazendas: Alvorada, Paraiso, Recanto, Umburana, Bom Sucesso
e Casinha.
A terra de Angicos é famosa também por suas vaquejadas,
conhecidas em toda a região. As manifestações folclóricas ficam por conta da
Dança do Camaleão; e a Lenda dos Tapuios de Angicos.
A festa do padroeiro local, São José, acontece no dia 19 de
março, e atrai fiéis de toda a região.
(Fonte: Terras Potiguares/ Marcus César Cavalcanti de
Morais)





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