14 de abril de 2013

Terras Potiguares: Angicos



Angicos

“Árvore frondosa”

A tradição diz que os índios da tribo Pataxós foram os primeiros habitantes da localidade, mas não existe prova dessa afirmação, a não ser o nome de um rio, o Patachoca.
A verdade, que pode ser comprovada, é que um desbravador chamado Antônio Lopes Viegas, descendente da família Dias Machado, fundou a povoação, tendo como ponto de partida o Sitio dos Angicos. O nome Angicos pertence a uma frondosa árvore existente, em boa quantidade, na região.
Com a prosperidade obtida em seu trabalho, Antônio Viegas conseguiu, no ano de 1760, comprar o Sitio dos Angicos. Seu Antônio veio a falecer, em 1805, na condição de maior proprietário da localidade, fundador do povoado, e responsável pela construção da Capela de São José.
Em 11 de abril de 1833, o próspero povoado de Angicos tornou-se município desmembrando-se de Assu. Essa situação durou pouco, já que dois anos depois, a emancipação foi suprimida e a localidade reincorporada a Assu, pela Lei Provincial nº 26. Angicos reconquistou sua autonomia, em 13 de outubro de 1836, pela Resolução Provincial nº 9, quando foi desmembrado pela segunda vez. Porém, onze anos depois, sua sede foi transferida para a povoação de Macau (que lhe pertencia na época ) no dia 2 de outubro de 1847 e mais uma vez Angicos perde sua autonomia. Finalmente, no dia 27 de junho de 1850, Angicos foi, definitivamente, desmembrado de Macau e alçado, pela terceira vez, à condição de município. Muito tempo depois, em 24 de outubro de 1936, veio a receber foros de cidade.
Localizado na Região Central do Estado, o município de Angicos está a 170 quilômetros de distância da capital, tendo uma área de 742 quilômetros quadrados de extensão, onde residem 11.583 pessoas, sendo 9.362 no setor urbano, e 2.221 na zona rural. Angicos limita-se com Afonso Bezerra, Santana do Matos, Pedro Avelino, Lajes, Ipanguaçu e Itajá.
A economia local segue a vocação histórica e se baseia na produção agrícola, na avicultura e na pecuária. No município ocorrem incidências minerais de Rocha Ornamental e Dimensionada. O artesanato do município apresenta trabalhos de confecções de esteiras, chapéus de palha, jarros de cerâmica e talhas em madeira.
O abastecimento d’água é feito através da Adutora Sertão Central Cabugi, com captação feita na Barragem Armando Ribeiro Gonçalves. O Munícipio conta ainda com os açudes Boqueirão de Angicos, com capacidade para quase vinte milhões de metros cúbicos d’água; e o Novo Angicos, com capacidade para mais de cinco milhões de metros cúbicos d’água.
O turismo conta com a Serra do Pico do Cabugi, com 590 metros de altitude; o monumento comemorativo pela passagem do século XIX para o XX; e o famoso Banho de Gangorra. No aspecto cultural, o turismo oferece visitas às históricas fazendas: Alvorada, Paraiso, Recanto, Umburana, Bom Sucesso e Casinha.
A terra de Angicos é famosa também por suas vaquejadas, conhecidas em toda a região. As manifestações folclóricas ficam por conta da Dança do Camaleão; e a Lenda dos Tapuios de Angicos.
A festa do padroeiro local, São José, acontece no dia 19 de março, e atrai fiéis de toda a região.

(Fonte: Terras Potiguares/ Marcus César Cavalcanti de Morais)










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