16 de julho de 2013

Terras Potiguares: Canguaretama

Canguaretama “A Penha de todos os tempos” No inicio do século XVII já havia a presença da colonização na área, formando a pequena povoação denominada Uruá. Em suas proximidades desenvolviam-se atividades agropastoris, grandes plantações da cana de açúcar e os primeiros engenhos da Capitania, além da exploração do Pau Brasil. Durante o período de domínio holandês, a história da região registra o trágico acontecimento chamado de Martírio de Cunhaú, ocorrido no Engenho Cunhaú, no dia 15 de julho de 1645. O judeu-alemão Jacob Rabi, delegado do Conde Maurício de Nassau, chegou a Cunhaú, ao lado da tribo dos Janduís, e convocou os moradores para um encontro pacifico logo após a Missa de domingo. Durante a Missa, na hora em que a Hóstia era elevada, Jacob Rabi mandou os índios invadirem a capela e matarem o padre e todos os devotos que, no momento, encontravam-se ajoelhados. O ataque feroz e de surpresa transformou-se num amplo massacre, que envolveu até os que se encontravam na casa grande do Engenho. Apenas três pessoas conseguiram escapar para contar a história. Apesar da tragédia e das dificuldades enfrentadas, a pequena povoação de Uruá continuou crescendo e fez surgir uma comunidade colonizada. Com seu contínuo desenvolvimento, conquistou a autonomia politica e administrativa, tornando-se município no dia 19 de julho de 1858, através da Lei n° 567, sancionada pelo então Presidente da Província, o Dr. Antônio Marcelino Nunes Gonçalves. O novo município foi denominado Canguaretama, tendo sido criado com a simultânea extinção do município de Vila Flor. O nome Canguaretama é de origem indígena e significa o mesmo que vale das matas. Dois anos depois da criação do município, o missionário capuchinho, Frei Serafim de Catânia, o denominou como Penha. O nome caiu no gosto do povo e permaneceu identificando o lugar por muito tempo. Localizado na Região Agreste do estado, Canguaretama está a 67 quilômetros de distancia da capital, contando com uma área de 246 quilômetros quadrados de extensão, onde vivem 30.035 pessoas, sendo 18.740 no setor urbano, e 11.295 na zona rural. O município continua com uma economia diversificada, com ênfase para a produção do camarão, para a pecuária e para a agricultura. No município ocorrem também incidências minerais de Turfa e Diatomita. O artesanato apresenta trabalhos em fibras, chapéus e vassouras de palha. O turismo é impulsionado pela força da natureza expressada na beleza selvagem da Praia da Barra de Cunhaú, pelas dunas, pelos coqueirais e pelos rios Curimataú e Cunhaú. Em termos históricos, o turismo também enseja uma visita ás ruínas da capela do Engenho Cunhaú, onde ocorreu no ano de 1645, o trágico massacre. No Folclore da região destacam-se o Fandango, o Pastoril, o Coco de Roda e a Lenda da Ressuscitada. Os principais eventos religiosos do município são as Romarias ao Padre José Serra, e aos Mártires do Massacre de Cunhaú; e a grandiosa festa da padroeira local, Nossa Senhora da Conceição, que ocorre no dia 8 de dezembro, reunindo na fé e na união os moradores do lugar e muitos visitantes vindos de toda a região.
(Fonte: Terras Potiguares/Marcus César Cavalcanti de Morais)










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