Caiçara do Rio do Vento
“Olhando o Rio Novo”
Caiçara surgiu na chamada Região do Potengi, olhando o Rio
do Vento, antes chamado Rio Novo, que despeja suas águas num afluente do Rio
Ceará Mirim. Já em 1734 consta que Manoel Rodrigues Coelho era o proprietário da
área com a posse da Data Olho D'água da Gameleira. No ano de 1749 atividades
pastoris eram desenvolvidas nas proximidades do Rio do Vento por Manoel
Pinheiro Teixeira. O nome Caiçara é de natureza indígena, significando cerca de
proteção, curral ou tapume.
O povoado, propriamente
dito, teve inicio com a importante participação da família Pires, dos
incentivadores João Vitorino de Andrade e Manoel Bertoldo, considerados
fundadores da localidade. Em 1930, Caiçara contava com arruamento com mais de
trinta casas e um razoável número de fazendas de criação de gado.
A comunidade
de Caiçara, que já era distrito de Lajes desde Dezembro de 1953, foi se
organizando e partiu para a luta em defesa de sua emancipação política, na qual
se destacaram Manoel Ribeiro de Lima, Luiz da Mata Teixeira, e Manoel Antônio Bezerra.
O povoado desmembrou-se de Lajes, em 19 de janeiro de 1963, pela Lei Número
2.813, sancionada pelo então Governador do Estado, Aluízio Alves, tornando-se
mais um município do Rio Grande do Norte. O nome Caiçara do Rio do Vento é a
integração da palavra indígena com o rio que representa a marca maior da
localidade.
Situada na região
do Potengi, Caiçara do Rio do Vento está a 95 quilômetros de distancia da
capital, na altitude de 167 metros, contando com uma área de 261 quilômetros quadrados
de extensão, onde moram 3.053 pessoas, sendo 2040 no setor urbano e 1.013 na
zona rural. Caiçara do Rio do Vento limita-se com Jardim de Angicos, Lajes, Ruy
Barbosa, São Tomé, Pedra Petra, Bento Fernandes e Riachuelo.
Sua principal
base econômica é a agricultura. O Artesanato local é representado pelos
trabalhos de confecções de potes de barro e vassouras de palha. O abastecimento
d'água é feito pelo Sistema Adutor Sertão Central Cabugi, com captação no canal
do Pataxó.
As manifestações
folclóricas da cidade ocorrem, geralmente, por ocasião das festividades
juninas, que são fortemente comemoradas.
A comunidade
que mora nas proximidades do Rio do Vento se reúne todos os dias 20 de janeiro
para celebrar a festa do padroeiro de Caiçara, São Sebastião. É dia de novena,
dia de missa, dia de procissão, é dia de fé.
(Fonte:
Terras Potiguares/ Marcus César Cavalcanti de Morais)
Nenhum comentário:
Postar um comentário