Bom Jesus
“A lagoa da Panela”
A povoação começou na metade do século XVIII com a criação
de gado e a lavoura. O padre José Vieira Afonso, em 4 de dezembro de 1754,
passou a ser o primeiro proprietário da área, uma região extensa que começava
na Anta Esfolada, futura Nova Cruz. A sesmaria concedida garantia a posse ao
redor de toda a Lagoa da Panela.
Em 7 de fevereiro de 1820, o Sr. José Felix do Rego Barros
recebeu a posse da Lagoa de Panela, chamada anteriormente de Capoeiras. Com o
decorrer dos anos mudou de nome, passando a se chamar Panelas. O nome Panelas
pode também ser referência de uma antiga indústria oleira da região. Em 1877,
Panelas já é um povoado que contava com policiamento e feira, segundo Ferreira
Nobre. A capela em homenagem ao Sagrado Coração de Jesus foi erguida no ano de
1917.
A localidade continuou se chamando Panelas até o dia 10 de
novembro de 1936, quando a Lei Estadual n° 31, de iniciativa do então deputado
estadual Ezequiel Xavier Bezerra, mudou o seu nome para Bom Jesus. Em 11 de
maio de 1962, através da Lei n° 2.794, sancionada pelo então Governador do
Estado, Aluízio Alves, Bom Jesus foi desmembrado do município de Senador Eloi
de Souza, tornando-se mais um município do Rio Grande do Norte.
Localizado na Região do Trairí, Bom Jesus está a 46
quilômetros de distancia da capital, com 130,2 quilômetros quadrados de
território, onde vivem 9.651 habitantes, sendo 7.066 no setor urbano e 2.585 na
zona rural. Bom Jesus limita-se com São Pedro, Parnamirim, Boa Saúde, Macaíba e
Senador Eloi de Souza.
O município tem uma atividade produtiva baseada na
agricultura, na avicultura, e na pecuária com destaque para a produção de
leite. Bom Jesus também conta com incidências minerais de Diatomito.
O artesanato da terra é representado por tapeçarias, cestas
e trabalhos de crochê. A cidade conta com abastecimento d'água feito pela
Adutora Monsenhor Expedito que, com captação na Lagoa do Bonfim, também
abastece a região.
O principal destaque folclórico é o Boi-Bumbá que se
apresenta sempre no meio e no final do ano, além dos eventos juninos como a
quadrilha, os batizados e o casamento matuto.
A grande festa da cidade é a do padroeiro, o Coração de
Jesus, que ocorre no último domingo do mês de novembro.
(Fonte: Terras Potiguares/ Marcus César Cavalcanti de
Morais)
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