25 de maio de 2013

Terras Potiguares Bom Jesus



Bom Jesus

“A lagoa da Panela”

A povoação começou na metade do século XVIII com a criação de gado e a lavoura. O padre José Vieira Afonso, em 4 de dezembro de 1754, passou a ser o primeiro proprietário da área, uma região extensa que começava na Anta Esfolada, futura Nova Cruz. A sesmaria concedida garantia a posse ao redor de toda a Lagoa da Panela.
Em 7 de fevereiro de 1820, o Sr. José Felix do Rego Barros recebeu a posse da Lagoa de Panela, chamada anteriormente de Capoeiras. Com o decorrer dos anos mudou de nome, passando a se chamar Panelas. O nome Panelas pode também ser referência de uma antiga indústria oleira da região. Em 1877, Panelas já é um povoado que contava com policiamento e feira, segundo Ferreira Nobre. A capela em homenagem ao Sagrado Coração de Jesus foi erguida no ano de 1917.
A localidade continuou se chamando Panelas até o dia 10 de novembro de 1936, quando a Lei Estadual n° 31, de iniciativa do então deputado estadual Ezequiel Xavier Bezerra, mudou o seu nome para Bom Jesus. Em 11 de maio de 1962, através da Lei n° 2.794, sancionada pelo então Governador do Estado, Aluízio Alves, Bom Jesus foi desmembrado do município de Senador Eloi de Souza, tornando-se mais um município do Rio Grande do Norte.
Localizado na Região do Trairí, Bom Jesus está a 46 quilômetros de distancia da capital, com 130,2 quilômetros quadrados de território, onde vivem 9.651 habitantes, sendo 7.066 no setor urbano e 2.585 na zona rural. Bom Jesus limita-se com São Pedro, Parnamirim, Boa Saúde, Macaíba e Senador Eloi de Souza.
O município tem uma atividade produtiva baseada na agricultura, na avicultura, e na pecuária com destaque para a produção de leite. Bom Jesus também conta com incidências minerais de Diatomito.
O artesanato da terra é representado por tapeçarias, cestas e trabalhos de crochê. A cidade conta com abastecimento d'água feito pela Adutora Monsenhor Expedito que, com captação na Lagoa do Bonfim, também abastece a região.
O principal destaque folclórico é o Boi-Bumbá que se apresenta sempre no meio e no final do ano, além dos eventos juninos como a quadrilha, os batizados e o casamento matuto.
A grande festa da cidade é a do padroeiro, o Coração de Jesus, que ocorre no último domingo do mês de novembro.
(Fonte: Terras Potiguares/ Marcus César Cavalcanti de Morais)




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