Afonso Bezerra
“A terra das Carapebas”
Quem primeiro habitou a região foi uma tribo de índios
Tapuios, revelam vestígios deixados na localidade, como panelas de barro e
lanças de pedra. Mas, o povoado só começou realmente a existir nos idos de
1850, a partir da instalação da Fazenda Carapebas – nome que vem do peixe de
água doce conhecido popularmente como Cará.
Seus primeiros povoadores foram o Tenente-Coronel Antônio
Francisco Bezerra, Augustinho Barbosa da Silva, o Tenente José Alexandre Solino
da Costa e Vicente Ferreira Barbosa.
A história destaca nos idos de 1865, a participação de um
filho de Carapebas na luta contra o ditador do Paraguai, Francisco Solano
Lopes.
Com apenas 20 anos de idade, na época, o corajoso José
Avelino Bezerra apresentou-se como Voluntário do Exército, num gesto patriótico
que o tornou um filho ilustre da terra.
Em 1894, o fazendeiro Alexandre Avelino Bezerra ergueu a
Capela de Nossa Senhora da Conceição, quando a localidade passou a experimentar
sinais de crescimento com a construção de escola e de casas comerciais nas
proximidades da Igreja. A primeira missa na capela de Carapebas foi rezada no
ano de 1902, pelo Cônego Sabino Coelho.
Carapebas, então povoado do município de Angicos, começou a
progredir com a passagem de linha férrea em 1919, a chegada dos correios em
1920 e o serviço telefônico em 1926.
Mas, antes disso, em 1907, um acontecimento marcou a
história de Carapebas, o nascimento de seu ilustre filho, o escritor Afonso de
Ligório Bezerra, que apesar de ter falecido com apenas 23 anos de idade,
conseguiu, com seu talento e com o seu trabalho, ultrapassar os limites de sua
terra, na época apenas um pequeno povoado.
Em 1931, um ano após o falecimento do escritor de Carapebas,
Bilbiano Bezerra, ex-professor de Afonso de Ligório Bezerra, propôs a mudança
de nome do povoado, e o prefeito provisório de Angicos, Manuel Alves Filho,
assinou o Ato, dando à terra do Cará o nome de Afonso Bezerra.
Em data de 27 de outubro de 1953, quando era Governador do
Estado o Dr. Sylvio Piza pedrosa, o então povoado de Afonso Bezerra tornou-se
município, desmembrando-se de Angicos.
Localizado na região Central, Afonso Bezerra está a 168
quilômetros de distância da capital, com uma área de 576 quilômetros quadrados
de extensão, e uma população de 10.966 pessoas, sendo que 6.581 vivem no setor
urbano e 4.385 na zona rural. Afonso Bezerra limita-se com Alto dos Rodrigues,
Macau, Pendências, Assú, Ipanguaçu, Pedro Avelino e Angicos.
A economia é baseada na pecuária e na agricultura com
destaques para a produção de banana e castanha de caju. Os principais produtos
do artesanato local são bolsas e chapéus feitos com palha, e peças de barro.
Seu principal açude é a Boqueirão de Angicos, com capacidade
para 19 milhões e 754 mil metros cúbicos d’água.
Em Afonso Bezerra a principal festa é a da padroeira do
município, Nossa Senhora das Graças, que ocorre no dia 15 de agosto, reunindo
pela fé os filhos do lugar.
(Fonte: Terras Potiguares/ Marcus César Cavalcanti de Morais)





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