O Ministério Público
do RN entrou com uma Ação Civil Pública na Justiça para que o Estado do Rio
Grande do Norte, Município de Natal e a empresa J. Lopes da Silva & Cia,
solidariamente, sob a supervisão da Fundação José Augusto, custeiem e promovam
o projeto de revitalização da ponte de ferro de Igapó, importante patrimônio
histórico potiguar. A estrutura liga as zonas Norte e Oeste da capital sobre o
rio Potengi. As informações foram divulgadas na tarde desta segunda-feira (11)
pela assessoria de comunicação do MP.
Na ação, que tramita
na Vara da Fazenda Pública, o representante do Ministério Público pede a
condenação solidária do Estado, Município e empresa J. Lopes da Silva & Cia
pelos danos patrimoniais e extrapatrimoniais causados ao longo dos anos ao meio
ambiente cultural, pelo completo descaso para com a ponte de ferro de Igapó.
Em caráter de medida
liminar, o MP requereu perante a Justiça que o Estado efetue, no prazo de 90
dias, a limpeza e reparos emergenciais da estrutura da ponte, sob orientação do
Conselhos Regional de Engenharia e Agronomia (Crea). E em 180 dias, que recupere
a estrutura da ponte com a colocação de assoalho, grades de proteção, pintura e
iluminação.
Também em caráter de
liminar, o MP requereu à Justiça que determine ao Município a imediata retirada
de faixas e cartazes fixados na ponte, estabelecendo uma rotina de fiscalização
diária para evitar que esse procedimento irregular se repita. Além de interromper,
por completo, o acesso de pedestres à ponte, não apenas para impedir o mau uso
para fixação de cartazes e similares, como também para proibir banhistas e
crianças de saltarem do local para o rio.
E também, que
determine ao Município que retire as construções irregulares de residências e
pontos comerciais existentes nas vias de acesso à ponte de ferro, que tenham
sido erguidas em detrimento das prescrições urbanísticas e autorização
municipal.
(Fonte: G1/ Rn )

Nenhum comentário:
Postar um comentário