19 de setembro de 2013

Terras Potiguares: Cerro Corá



Cerro Corá
“O Barro Vermelho”
Habitantes primitivos da área, os índios Janduís e Canindés, iniciaram uma rebelião no final do século XVIII, motivando a ida de uma expedição à região com o objetivo de reprimir a revolta. Apesar da presença dessa expedição, o povoamento só veio mesmo a acontecer no século que se seguiu, através do surgimento de pequenos núcleos voltados para a agricultura e para a pecuária.
Segundo o livro Nomes da Terra, de Luiz da Câmara Cascudo, a primeira proprietária de terras na localidade foi uma mulher, dona Adriana de Holanda Vasconcelos, que em abril de 1764, recebeu duas Datas de Terras, entre elas, a denominada de “Viveiro de Onças”, que veio posteriormente a dar origem ao povoamento. Dona Adriana doou parte da serra que ficava em suas terras a Nossa Senhora Santana, vindo daí o nome Serra de Santana, que depois se alastrou para todo o sistema de serras da redondeza.
Nos idos de 1886, o paraibano de Picuí e fazendeiro em Currais Novos, major Luiz Gomes de Melo, era proprietário da histórica localidade de Barro Vermelho, hoje Cerro Corá. Luiz Gomes de Melo fundou o povoamento de Caraúbas, devido à existência de caraubeiras nas redondezas. Com o incentivo inicial dado por Lula Gomes, que era um grande negociante  de gado, o povoamento se desenvolveu com a importante participação inicial do agricultor Gracindo Deitado de Brito, e o trabalho de nomes como Manoel Salustino Gomes de Macedo, João Soares de Maria, João Pinto, Tomaz de Araújo e Manoel Osório de Barros.
Gracindo Deitado é visto pela história da região como um dos heróis anônimos que desbravou o Sertão potiguar e a Serra de Santana.
Para evitar a duplicidade de nomes entre a Caraúbas do Seridó e a Caraúbas do Apodi, existente na época, o Presidente da Intendência de Currais Novos, João Alfredo Pires Galvão, O Joca Pires, no ano de 1922, mudou o nome da povoação para Cerró Corá, em homenagem ao último momento histórico da Guerra do Paraguai.
Em 31 de outubro de 1938, pelo Decreto n° 603, foi criado o distrito de Cerro Corá, como parte integrante do município de Currais Novos. Pela Lei número 1.031, de 11 de dezembro de 1953, sancionada pelo então Governador do Estado, Dr. Sylvio Piza Pedrosa, o distrito foi desmembrado de Currais Novos e transformado em município, tendo sido instalado no dia 9 de janeiro de 1954. Participaram ativamente do esforço pela emancipação política de Cerro Corá, o professor Cortez Pereira e o empresário Sérvulo Pereira.
Cerro Corá está localizado na Região do Seridó, a 180 quilômetros de distancia da capital, na altitude de 575 metros acima do nível do mar, contando com uma área de 393 quilômetros quadrados de extensão, e uma população de 11.070 habitantes, sendo 4.892 residentes na zona urbana e 6.178 no setor rural.
A economia local é voltada a agricultura; produção de mel de abelha; e fabricação artesanal de goma de casas de farinha. O município tem incidências minerais de Tungstênio, Berilo, Caulim, Água Marinha, Nióbio e Tântalo.
Seu artesanato conta com redes de dormir bordadas em ponto cruz, ponto cheio, malizado e pintura. Destacam-se ainda as varandas de crochê ou macromê; e a confecção manual de objetos com fibra de agave. O abastecimento d’água da cidade é feito através da Adutora Cerro Corá. O município conta ainda com o histórico Açude Pinga, com capacidade para 4 milhões de metros  cúbicos d’água.
 As atrações turísticas do município estão ligadas à beleza natural e histórica da região: Serra do Maracajá, uma das mais altas do Estado, com 691 metros de altitude; Casa Grande, construída em 1915, no centro da cidade; Casa de Farinha; Serra de Santana e Sítio Arqueológico, com escrituras rupestres; as palmeiras imperiais da Praça Tomaz Pereira; e Marco do Cruzeiro.
No dia 24 de junho tem a animada festa do padroeiro do lugar, São João Batista, devidamente comemorada com comidas típicas, danças folclóricas e com o sentimento da religiosidade.
(Fonte: Terras Potiguares/ Marcus César Cavalcanti de Morais)





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