Carnaubais
“O poço da Lavagem”
À frente de Antônio Pereira de Albuquerque, primeiro
habitante da localidade, estava uma área com vista ampla, verde e bela, com
muitas carnaubeiras ao seu redor, agradável para viver, com terra boa para
cultivar. Em seguida chegou Abel Alberto da Fonseca, que iniciou as primeiras
construções e foi pioneiro na organização urbanística da povoação que estava
nascendo.
No ano de 1924, uma grande enchente destruiu completamente o
povoado, deixando a população desabrigada e tomada pelo sofrimento. A
comunidade teve de enfrentar sua mais implacável batalha: a reconstrução da
localidade e a recuperação das condições de sobrevivência das pessoas.
A localidade recebeu o nome inicial de Poço da Lavagem e
posteriormente mudou para Santa Luzia, quando foi erguida sua primeira capela.
No ano de 1938 foi oficializada como distrito do município de Assú, e em 30 de
Dezembro de 1943 teve seu nome mais uma vez mudado, agora para o definitivo
Carnaubais.
O povoado foi progredindo com a participação de figuras
dedicadas à comunidade, como monsenhor Honório, o primeiro vigário; a
Professora Adalgisa Emídia da Costa; e a incentivadora cultural Celina Moura.
Destacou-se também, na luta por sua emancipação politica, Olavo Lacerda
Montenegro.
Em 18 de setembro de 1963, através da Lei número 2.927,
sancionada pelo então Governador do Estado, Dr. Aluízio Alves, Carnaubais foi
desmembrado de Assú, tornou-se município autônomo do Rio grande do norte.
Localizado na região do Vale do Assú, o município de Carnaubais
está a 203 quilômetros de distancia da Capital, contando com uma área de 529,4
quilômetros quadrados de extensão, e uma população de 8.674 habitantes, sendo
2.275 moradores do setor urbano e 6.399 da zona rural. Carnaubais limita-se com
Porto do Mangue, Serra do Mel, Alto do Rodrigues, Pendências, Macau e Assu.
A economia do município é baseada na agricultura, com
destaque para a grande produção de manga, a exploração da cera de carnaúba; e a
extração do petróleo e gás. Carnaubais têm ainda ocorrências minerais de
Gipsita. O turismo local tem a oferecer a beleza da imensidão de suas
carnaubeiras.
O folclore do município é expresso pelas manifestações dos
festejos juninos, pela dança do Araruna, pelas cantorias de viola, e pelo
famoso Pastoril.
A Festa de Santa Luzia, padroeira do município, acontece no
dia 13 de dezembro, já em clima natalino, atraindo os fiéis de toda região.
(Fonte: Terras Potiguares/ Marcus César Cavalcanti de
Morais)
Nenhum comentário:
Postar um comentário