Alexandria
“Uma serra diferente”
A História de Alexandria teve inicio com o povoamento da
região a partir dos idos de 1759, quando pela primeira vez alguém se aventurou
a morar na fazenda chamada Barriguda. Segundo registros históricos, o primeiro
habitante da localidade foi o preto José da Costa, que, com a mão direita sobre
a Bíblia, jurou morar naquela área. Porém, existe registro de posse daquele
lugar, datado de 1737, tendo como proprietário da Serra da Barriguda o
tenente-coronel Antônio da Rocha Bezerra, assim como, em agosto do ano de 1744,
registrou-se doação de sesmaria da chamada Barriguda a Bento Ferreira de Lima.
O nome Barriguda, dado a serra e ao lugar, decorre do formato da própria serra,
que assemelha-se a uma barriga, projetando a imagem de gravidez.
A povoação da Barriguda passou a ser distrito do município de Martins no ano de
1859, exatamente 100 anos depois da chegada de seu primeiro habitante. Servindo
como zona pastoril e agrícola, bastante utilizada pelos sertanejos de toda aquela
a região, o povoado começou a crescer e a repercutir. E no ano de 1913, a
Câmara Municipal de Martins mudou a denominação: de Barriguda passou a ser
Alexandria. A nova denominação foi uma homenagem a Alexandrina Barreto Ferreira
Chaves, filha da terra, e esposa do Dr. Joaquim Ferreira Chaves Filho que, além
de Promotor Público, chegou a ser Senador e Governador do Estado por duas
vezes, tendo sido, ainda, Ministro da Marinha e da Justiça.
O município foi oficialmente criado em 7 de novembro de
1930, quando governava o Estado o Interventor Federal Dr. Irineu Joffely.
Desmembrado do município de Martins, Alexandria passou, naquela oportunidade, a
se chamar João Pessoa, porem, por pouco tempo. Em 1936, para se evitar a
confusão com a capital da Paraíba e, ao mesmo tempo, confirmar a merecida homenagem
à sua filha ilustre, voltou ao seu nome definitivo, Alexandria.
Localizado no Alto Oeste do Estado, e tendo como referencia
a famosa Serra da Barriguda, Alexandria encontra-se a 363 quilômetros de
distância da capital, na altitude de 319 metros acima do nível do mar, contando
com uma área de 381 quilômetros
quadrados de extensão, onde moram 13.175 pessoas, sendo 8.583 no
setor urbano e 4.592 na zona rural.
Alexandria limita-se com Pilões, Antônio
Martins, Tenente Ananias, Marcelino Vieira, e o estado da Paraíba.
A economia do munícipio continua, desde o seu inicio,
baseada na produção pastoril e agrícola, recebendo também o reforço da
avicultura. Alexandria tem ocorrências minerais de Água Marinha, Turmalina,
Rubelita, Rocha Ornamental, Ametista, Ágata e Opala.
O abastecimento d’água da cidade é feito através da Adutora
Alto Oeste, com captação de água na Barragem Santa Cruz do Apodi, como
reservatórios d’água destacam-se os Açudes: Pulgas e Riacho do Meio que,
juntos, oferecem uma capacidade reservatória para quase cinco milhões de metros
cúbicos d’água.
A cidade conta com um rico artesanato onde se destacam a
confecção de bolsas, chapéus, urupembas de carnaúba, utensílios de couro para
vaqueiro, bonecos de pano, quadros à óleo, além do importante trabalho de
louças de cerâmica. No folclore, a referencia é a manifestação de Maneiro-Pau.
Como importantes pontos de natureza histórica e turística, o
visitante encontra a Serra da Barriguda com seus 602 metros de altitude, os
Balneários dos Açudes Cortez Pereira e Bananeira, a velha Igreja do Coração de
Jesus, a Capela de Santa Filomena e o olho d’água do Sopé do Serrote.
Três momentos marcam as principais festividades de
Alexandria. É a animação do carnaval, no mês de fevereiro, os festejos juninos,
no mês de junho, e a grande festa da padroeira, Nossa Senhora da Conceição, que
ocorre no dia 08 de dezembro.
(Fonte: Terras Potiguares/ Marcus César Cavalcanti de Morais)








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