3 de março de 2013

Terras Potiguares: Acari






 

 

Acari

“O peixe faz a História”

 Acari é originalmente nome de um peixe de escamas ásperas e carne branca saborosa, que gosta de viver em águas tranquilas e encontrou no Rio Acauã seu melhor habitat. A presença do peixe, e de sua fácil pesca, fez surgir na boca do povo o nome de um povoado: Acari.
 Primitivamente, a localidade foi habitada pelos índios Cariris, e chegou à condição de povoado através da presença do sargento-Mor Manuel Esteves de Andrade, vindo da Serra do Saco. Em 1737, Manuel Esteves ergueu a Capela na localidade, consagrada a Nossa Senhora da Guia, que se tornou matriz em 13 de março de 1835. O prédio da antiga capela só foi substituído em 1863, com a inauguração da definitiva igreja Matriz, em outro local da cidade.
Surge então, a terra de Acari, baseada na marca forte da presença do peixe nas águas do Rio Acauã e na fé em Nossa Senhora da Guia.
Antes mesmo de nascer, essa terra acompanhou a Guerra dos Bárbaros e a carnificina que culminou com o extermínio dos índios que habitavam as margens dos rios Seridó e Açu.
Passou à condição de município no dia 11 de abril de 1835 através de Resolução do Conselho de Governo. Com área de 612,9 km² de extensão, teve seu território desmembrado do município de Caicó e, pela Lei n° 119 de 1898, tornou-se a mais nova cidade do Estado.
Acari limita-se com os municípios de São Vicente, Carnaúba dos Dantas, Jardim do Seridó, Currais Novos e São José do Seridó. Situado na região Seridó, o município está a 201 km de distância da capital, na altitude de 270 metros, contando com uma população de 11,324 habitantes, sendo 8.953 moradores do setor urbano e 2.371 da área rural.
A economia do município é baseada na pecuária, na avicultura, na agricultura, e em extrações de riquezas minerais. Acari conta com ocorrências minerais de Berilo, Tantalita, Calcário, Fluorita, Feldspato, Nióbio, Tungstênio, Moscovita, Água marinha e granada. Soma-se a isso uma forte presença no artesanato com destaque para a tecelagem e seu produto mais comercializado: a rede de dormir. Destacam-se, ainda, a confecção de objetos de cerâmica, rendas de bilro e brinquedos de madeira. O abastecimento d’água da cidade vem através da Adutora Currais Novos com captação d’água no Reservatório Marechal Dutra, conhecido como Açude Gargalheiras que tem a capacidade de armazenar mais de 40 milhões de metros cúbicos.
A geografia do município favorece a atividade turística que, nos últimos anos, tem sido crescente. O Açude Gargalheiras com seus 40 milhões de metros cúbicos d’água representa um marco na historia da cidade e é um chamariz aos visitantes que desejam desfrutar das águas limpas, claras e belas ou mesmo apreciar o espetáculo da sua queda d’água, quando está sangrando. Gargalheiras está localizado a 4 km do setor urbano, na bacia do Rio Acauã.
Outro atrativo turístico natural é a Serra Bico de Arara, 654 metros de altura, que em determinadas épocas do ano abriga em suas grutas milhões de andorinhas vindas do continente africano. Para quem deseja conhecer  as inscrições rupestres através  do ecoturismo poderá visitar os importantes pontos: Poço do Artur, Malhada Vermelha, Grossos, Tanques e Casa santa. Ainda no ecoturismo vale a pena visitar a Reserva Sernativo, a Pedra Santa, a Serra da Lagoa, a Pedra do Navio, a Pedra do Sapateiro, a Gruta da Serra do Pai Pedro e o poço do Felipe.
O turismo de esportes e de aventura também é praticado, com destaques para o montanhismo, a exploração de cavernas e os esportes náuticos no Açude Gargalheiras.
O turismo cultural conta com visitas ao Museu Históricas Acari, ao Museu do Sertanejo, aos Sobrados do Padre Modesto e Tomaz Rosendo, à Matriz de Nossa Senhora da Guia, á igreja de Nossa Senhora do Rosário, à capela de Nossa Senhora de Lurdes e ás casas da Câmara Municipal e Vila Dona Mariana.
As festas do município de Acari têm fortes marca cultural e congregam milhares de pessoas  todos os anos: a Festa de Nossa Senhora da Guia, padroeira do município, ocorre entre 5 e 15 de agosto; a emancipação política do município é comemorada no dia 11 de abril; no mês de maio, de 27 a 30, acontece a festa do pescado; em junho tem festas juninas ; em setembro, vaquejada e entre 23 de dezembro e 1° de janeiro é realizada a Festa de Nossa Senhora do Rosário.
(Fonte: Terras Potiguares/Marcus César Cavalcanti de Morais)












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